OS DEZ REINOS DA PROFECIA DE DANIEL E APOCALIPSE -- 04/11/2001 -

 
Os DEZ REINOS aparecem pela primeira vez no sonho de Nabucodonozor, quando ele viu uma estátua, que representava seu próprio reino e outros vindouros, sendo os últimos reinos humanos representados pelos dedos dos pés da estátua (Daniel, 2: 31 a 44).

Na visão dos quatro animais, Daniel vê o quarto reino como um animal com "dez chifres", que representariam "dez reinos" (Daniel, 7: 7 e 24).

João, que já vivia no período chamado "tempo dos gentios", "tempo de angústia" ou "grande tribulação" (Lucas, 21: 20 a 24; Mateus, 24: 15; Daniel, 12: 1 e 11; Apocalipse, 11: 2), viu o Império Romano como uma fera com “dez chifres" (Apocalipse, 13: 1), que deveriam ser "dez reinos" (Apocalipse, 17: 12).

Esses dez reinos têm sido considerados como existindo em tempos bastante diferentes pelos intérpretes.

Um dos estudiosos da profecia os considerou como os reinos bárbaros que dominaram a Europa antes da Idade Média: "Os germanos, os francos, os burgundos, os suevos, os anglo-saxões, os visigodos, os lombardos, os hérulos, os vândalos e os ostrogodos" (Alfons Balbach, em Os Grandes Fatos e Problemas do Mundo, pág. 239).

Combatendo essa teoria, outro disse:
"O Império Romano (do Ocidente) não se dividiu em apenas dez reinos, após o ano 476, mas em dezenas de reinos. Algumas listas chegam a relacionar 65 reinos diferentes, resultantes das invasões bárbaras do lado ocidental do império" (Abraão de Almeida, em Deus Revela o Futuro, pág. 50).

Esse último intérprete considerou que os dez reinos seriam a Comunidade Econômica Européia, que, nos dias em que ele escrevia, 1982, contava exatamente com dez países. Disse: "Portanto, a união da Europa é um seguro sinal dos tempos. Sinal que se tornou mais evidente quando a Grécia foi escolhida para completar o número de dez países membros do Mercado Comum Europeu. Jesus vem breve!" (Idem, página, 29).

Tão seguro estava Abraão de que sua interpretação era a verdadeira! Mas bastaram apenas mais quatro anos, para que a Espanha e Portugal quebrassem a harmonia do seu cumprimento profético.

Esta é a história da COMUNIDADE ECONÔMICA EUROPÉIA (European Economic Community) - "Criada em 1957 (Tratado de Roma) pela Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Holanda; em 1973, aderiram a Dinamarca, a Grâ-Bretanha e a Irlanda; em 198l, a Grécia foi admitida, seguida de Portugal e Espanha em 1986" (Almanaque Abril, 1990, página 637). Em 1986, já não era mais dez o número de países componente da comunidade, mas DOZE. O reino da "ponta pequena", que abateria "três reinos" (Daniel, 7: 7, 8 e 24) não apareceu.

Outros anunciadores do fim, no início da década de 1990, esperaram também os tais dez reinos, que deveriam se definir e auxiliar o décimo primeiro reino até 1997. (Veja o capítulo “A última Semana de Daniel”, em “A Arriscada Pretensão de Saber o Futuro”

Diante de tantas e conflitantes interpretações, colocando o cumprimento das profecias em tempos tão variados, dificilmente se sabe se realmente as profecias estão se cumprindo. Cada um as adapta àquilo que favorece sua doutrina. E, pelo menos quanto ao passado, cada intérprete encontra fatos que se enquadra bem em suas interpretações. Quanto ao futuro, sempre têm tropeçado. No entanto, não se cansam de prever o futuro.

Considerando tudo isso, imagino: Qual deverá ser o novo argumento a partir de agora, quando já estamos no Século XXI? Todas previsões religiosas colocaram o fim antes do ano 2000. O que dirão os próximos profetas?