DUAS TEORIAS PARA O FIM DO MUNDO EM 21 DE MAIO DE 2011


O fim do mundo será no próximo sábado?
Conheça duas teorias sobre o apocalipse no dia 21 de maio de 2011
por Redação Galileu

Dizem que, segundo o calendário Maia, o mundo irá acabar em 2012. Se isso já não bastasse, agora correm teorias de que o tempo de vida da Terra (e de todos nós) é ainda menor: dia 21 de maio é a data do apocalipse. Sim, sábado agora. Em Nova York, na praça Union Square, um homem saiu erguendo o cartaz que proclama o Apocalipse. Mas qual o motivo da data específica de 21 de maio de 2011?

Editora Globo
Homem ergue placa em Nova York sobre o fim do mundo// Crédito: Lord Jim/Flickr

São duas teorias. A primeira se baseia em um trecho da Bíblia na qual Deus fala a Noé: “Após sete dias a partir de agora, eu irei enviar uma chuva de quarenta dias e quarenta noites sob a Terra e irei eliminar todas as formas de vida que eu criei”. O dilúvio. Acontece que, segundo consta no livro sagrado dos cristãos, “um dia para o Senhor é como sete mil anos, e sete mil anos são como um dia”. Como o dilúvio ocorreu 4990 anos ante de Cristo, somados sete mil anos, chegamos em 2011.

A outra teoria busca uma explicação no número 722,500, que é o número de dias entre a crucificação de Jesus Cristo e 21 de maio de 2011. A explicação é que 722,500 é um número místico por ser o resultado da multiplicação de 5x10x17x5x10x17. Isso porque cinco, significa redenção, dez conclusão e 17 paraíso. Bom, de qualquer forma, esse final de semana saberemos se o homem da placa está certo.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI234768-17770,00-O+FIM+DO+MUNDO+SERA+NO+PROXIMO+SABADO.html

 

Como pessoas esforçam por achar datas para suas fantasias!   A lenda diz que Yavé avisou Noé que, após sete dias, enviaria um dilúvio, e diz que enviou mesmo.  Agora alguém acha que isso significa sete mil anos para um acontecimento que nada teria a ver com aquilo.  E um dos livros cristãos diz, não que sete mil anos são como um dia, mas "um dia... como mil anos, e mil anos... como um dia" (II Pedro, 3:8). 

 

Houve aqui um equívoco do autor do artigo da Galileu.  Os pregadores do fim do mundo conseguiram achar um vínculo menos absurdo do que ele disse. Vejamos:

 

".. pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água;  mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia." (II Pedro, 3: 5-8).  Se a chamada "pela palavra de deus" disse que foi dado o prazo de "sete dias" para vir o dilúvio, e "pela mesma palavra" os céus e a terra de agora estão guardados para o fogo,  ele achou que, com base naquela afirmação de que "mil anos", não sete mil anos, é "como um dia", bastaria contar sete mil anos do dilúvio de água para achar a data para o dilúvio de fogo.  Adicionando isso àquele esquisito cálculo da multiplicação de 5 por 10 e por 17 duas vezes, ele achou a data de 21 de maio a partir da data da suposta crucifixão do deus filho, Jesus. 

 

Os cálculos dos adventistas e os das testemunhas de Jeová, também equivocados, também pareceram plausíveis para uma muitas pessoas.   E, como os adventistas, Harold Camping já marcou uma data anteriormente e disse que havia errado.  Será que depois desta segunda ele irá admitir um segundo erro e marcar uma terceira data?