O FIM ESTÁ PRÓXIMO DESDE TEMPOS DISTANTES -
(ANTICRISTO - - 07/08/2003 - 19:39)

 

“Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra” (Lucas, 21: 32). Essas palavras foram escritas há quase dois mil anos. Foram repetidas muitas e muitas vezes e, ainda hoje, continuam soando como a última trombeta pelas praças, pelas emissoras de rádio televisão; datas e mais datas são marcadas para o epílogo dessa história pré-histórica, mas o fim nunca finda.

Em Miquéias, estava predito o ungido, messias em hebraico, cristo em grego, não para ser morto, mas para reinar com grande poder:

“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra. E este será a nossa paz. Quando a Assíria entrar em nossa terra, e quando pisar em nossos palácios, então suscitaremos contra ela sete pastores e oito príncipes dentre os homens. Esses consumirão a terra da Assíria à espada, e a terra de Ninrode nas suas entradas. Assim ele nos livrará da Assíria, quando entrar em nossa terra, e quando calcar os nossos termos. E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens. Também o resto de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leão novo entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, as pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre. A tua mão será exaltada sobre os teus adversários e serão exterminados todos os seus inimigos. Naquele dia, diz o Senhor, exterminarei do meio de ti os teus cavalos, e destruirei os teus carros; destruirei as cidades da tua terra, e derribarei todas as tuas fortalezas. Tirarei as feitiçarias da tua mão, e não terás adivinhadores; arrancarei do meio de ti as tuas imagens esculpidas e as tuas colunas; e não adorarás mais a obra das tuas mãos. Do meio de ti arrancarei os teus aserins, e destruirei as tuas cidades. E com ira e com furor exercerei vingança sobre as nações que não obedeceram.” (Miquéias, 5: 2-15). E em Zacarias está: “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.” (Zacarias, 14: 9).

Esse profeta teria tido essas revelações nos dias em que os cruéis assírios oprimiam o povo escolhido de Yavé. E o “messias” iria acabar com o poder da Assíria. A Assíria não mais existe, mas não foi nenhum messias judeu que a eliminou.

O profeta Isaías, que parece ter escrito suas visões no período em que o povo de Israel estava submetido pelo Império da Babilônia, mostrava bem próximo o fim das injustiças. Uma nova Jerusalém seria construída, e o povo teria paz, teria justiça, não sendo mais humilhado:

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles” (Isaías, 65: 17-23).

A promessa era sempre reforçada com palavras como estas:

Porque isso será para mim como as águas de Noé; como jurei que as águas de Noé não inundariam mais a terra, assim também jurei que não me irarei mais contra ti, nem te repreenderei. Pois as montanhas se retirarão, e os outeiros serão removidos; porém a minha benignidade não se apartará de ti, nem será removido ao pacto da minha paz, diz o Senhor, que se compadece de ti” (Isaías, 54: 9-10).

Isaías não falava em fim do mundo. A religião hebraica do Velho Testamento não pregava o fim do mundo, mas uma paz eterna para o povo de Israel, que era sempre renovada a cada vez que a nação estava em ruína. Jamais era prometida imortalidade, mas prosperidade, justiça e paz.

O único livro com doutrina cristã no Velho Testamento é Daniel, cuja origem é bastante suspeita.

Passaram os domínios da Assíria, da Babilônia, da Medo-Pérsia, da Grécia, e chegaram os romanos. Mais uma vez, após várias outras, o povo de Israel estava massacrado por gentios, a cidade mãe das prostituições e abominações da Terra dominava com mão de ferro.

Surgem alguns messias: O livro Atos dos Apóstolos dá nome a dois além do Jesus de Nazaré. Foram eles “Judas” e “Teudas” (Atos, 5: 34-39).

Todos os três foram assassinados. Os sectários de Judas e Teudas ter-se-iam dispersado, segundo o relato de Atos dos Apóstolos; mas os de Jesus não; permaneceram pregando a sua ressurreição e a promessa da sua volta para subjugar o mundo.

Aparece o livro de Daniel fazendo a última promessa: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (Daniel, 9: 24-27). Vejam A ÚLTIMA SEMANA DE DANIEL – SETENTA SEMANAS.

E o primeiro e o segundo evangelho informam:

"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel no lugar santo (que lê entenda)" (Mateus, 24: 15). "Quando, pois virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação" (Lucas, 21: 20). "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (Mateus, 24: 21 [Referência a Daniel, 12:01]). "E, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles" (Lucas, 21: 20).

Depois o Apocalipse completa: "Estes por quarenta e dois meses calcarão aos pés a cidade santa." (Apocalipse, 11: 2). Os quarenta e dois meses seriam os “mil e duzentos e sessenta dias” de Daniel. Vejam também O FUTURO NA CABEÇA DE NABUCODONOZOR – DANIEL VIU O FIM....

Como bem relacionado o tempo no artigo do Freitas, os intérpretes adventistas são os primeiros a afirmar que foi no ano 463 ou 464 antes de Cristo que o rei Artaxerxes deu ordem para reedificar Jerusalém. Teriam partido dali a “setenta semanas”, que dizem ser quatrocentos e noventa anos, contando um ano para cada dia. Isso teria culminado nos dias do início do Cristianismo. A crucifixão de Jesus teria sido a tirada do sacrifício contínuo, ocorrida no meio da última semana. Como em Daniel está escrito que “Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias” (Daniel, 12: 11, 12); e o tempo de angústia seria de mil duzentos e sessenta dias (“um tempo, dois tempos e metade de um tempo”: Daniel, 12: 7), dever-se-ia contar cerca de trinta anos após a morte de Cristo para começar o tempo de angústia. Quão exatas seriam as palavras de Daniel! Por volta do ano 64 começou a maior perseguição, e no ano setenta a cidade santa foi destruída, tão literalmente como escrito no livro! Quem vivesse naqueles dias e visse tudo isso não teria nenhuma dúvida de que o resto seria cumprido com todos os detalhes.

Daniel contém três mensagens indiscutivelmente cristãs, bem diferentes das promessas de Yavé segundo o mosaísmo:

1. Enquanto outros profetas prometeram a paz eterna após a queda da Assíria e depois a da Babilônia, o livro de Daniel descreve detalhadamente as ações dos impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, sem qualquer falha até o primeiro século da era cristã.

2. O livro de Daniel fala de um futuro muito diferente das promessas dos outros profetas, algo realmente sobrenatural: “Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Capítulo, 7: 12-13). Até a expressão “Filho do Homem”, título que se atribuía Jesus, aparece no livro.

3. O livro de Daniel contém promessa de ressurreição (Daniel, 12: 13), algo estranho aos doutores da lei mosaica.

Agora, fica o questionamento: por que nenhum outro profeta viu o que viu Daniel? Por que só ele recebeu promessa de ressurreição? Por que a Nova Jerusalém de Isaías seria uma cidade humana, com trabalho, pecado e morte, tão diferente da apocalíptica, e deveria ser possível com a queda de Babilônia? Por que Miquéias via um messias que dominaria tudo e a todos, e Daniel viu o messias ser morto, o assolador atuar por mil duzentos e sessenta anos massacrando seu povo e dispersando-o pelo mundo? Esse livro seria muito estranho para os hebreus dos dias de Babilônia!

E, exatamente como está no livro de Daniel, o evangelista registrou como palavras de Jesus:

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E ele enviará seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus." (Mateus, 24: 29 a 31).

Contando mil duzentos e sessenta anos a partir do ano 64, ou que seja do ano 70, chegaríamos, para não sermos muito exatos, ao Século XIV. E os séculos se foram: XV, XVI, etc. Muito tempo posteriormente ao tempo do prometido juízo final, os judeus se reuniram, formando o novo Estado de Israel. Mas a “nova Jerusalém” não tem sido nada pacífica, e aqueles deveriam ficar tranqüilos como leões no campo têm estado mais atribulados que os búfalos nas savanas africanas, que são fortes mas vivem preocupados com lobos, leões, leopardos, guepardos, etc. Nem a ONU consegue estabelecer a paz.

Saímos do Século XX, que não poderia terminar sem que o mundo se desabasse, estamos adentrando o Século XXI, uma guerrinha aqui, outra ali, um tanto de gente esperando uma terceira guerra mundial, e os mensageiros apocalípticos gritando nas praças: O FIM ESTÁ PRÓOOOCHIMO!!!!!!!!!!!!!!! JESUIS, O SARVADÔ, VIRÁ RESGATAR OS REMIDOS DESSE MUNDO DE PERDIÇÃO!!!!!!!!!!!! SE ENTREGA A JESUS E SARVE A SUA ARMA!!!!!!!!!!!! ETC. ETC. ETC. E o que vemos é que o fim está próximo destes tempos muitos distantes.