JESUS ANUNCIA O FIM DO MUNDO -- 29/01/2003 - 21:24

 

"Quando, pois virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação"; “porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” ; “Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Quando seria isso?

“E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus, 24: 3-14). Esse seria o fim do mundo.

E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras”.

Quando na história não se ouviu falar de guerras e rumores de guerras? Considerando a proporção dos povos de hoje com os daquela época, podemos dizer que temos atualmente menos guerras do que nos dias de Jesus. Seu povo travava uma guerra após a outra; os povos vizinhos viviam em guerra; os romanos, sob cujo domínio eles estavam, guerreavam continuamente.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino”.

Nada mais natural naqueles dias, em que grande parte dos reinos podiam não estar uns contra os outros, porque estavam sob o jugo de Roma.  Hoje o número de nações contra outras é proporcionalmente muito menor.

e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores.”

Em que fase da história não houve terremotos? Hoje não deve haver mais do que naqueles dias. A diferença é que naqueles dias não havia notícia global instantânea como hoje, e pouco se ficava sabendo dos acontecimentos.  Fome até pode haver mais hoje, porque o mundo está superpovoado.

Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.

Isso era muito comum naqueles dias. Não era coisa do futuro. Hoje há até menos perseguição aos religiosos. E, em todos os tempos, religiosos foram perseguidos por outros religiosos.

Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.”

Aí também, nada de novidade. Profetas eram uma classe abundante naquele tempo, em maior proporção do que hoje. Iniqüidade é pecado, ou seja, tudo que no conceito religioso estiver contra a vontade divina. Isso se multiplica em proporção à população. Se o “amor” referido for a religiosidade, podemos dizer que se tenha esfriado mesmo. Diante de tantas provas científicas das falhas bíblicas, não poderia ocorrer outra coisa.

Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

Parece não haver dúvida de que não haja hoje uma nação onde nunca se tenha ouvido falar do Cristianismo. Então, o fim deveria ter vindo mesmo. Passemos agora para fatos mais específicos.

A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM E A DIÁSPORA

Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda)” (V. 15).

Para não restar dúvida de que esse texto se refere ao cerco e destruição da cidade santa, Jerusalém, basta ler o relato de Lucas: "Quando, pois virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação" (Lucas, 21: 20). É bom lembrar que esses evangelhos foram escritos após a destruição da cidade, isto é, a predição foi relatada após o fato.

então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa. Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus, 24: 16-19).

Essas palavras dispensam comentários. Diante de um exército como o romano, só mesmo a fuga mais rápida poderia ter algum êxito.

Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado” (v. 20).
O inverno tornaria a fuga mais penosa, e talvez o sábado complicasse um pouco também devido aos rituais do dia.

porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” (v. 21).

É a repetição do texto de Daniel: “e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo” (Daniel, 12: 1). Note-se que essa tribulação não poderia repetir-se, como está escrito: “um tempo”, não dois, “qual nunca houve... nem haverá jamais”. Não obstante, muitos estão ainda aguardando grande tribulação.

E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (v. 22).

Aí está a maior questão: o tempo. Quanto tempo seria? O homem vestido de linho teria dito, na presença de Daniel: “Um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E quando acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”. (Daniel, 12: 7). Esse tempo é mencionado no Apocalipse como três anos e meio: “por quarenta e dois meses, calcarão a pés a cidade santa” (Apocalipse, 11: 12) e “mil duzentos e sessenta dias” (Apocalipse, 12: 6). Afirmam muitos intérpretes que cada dia correspondia a um ano. Mil duzentos e sessenta dias literalmente seria um período insignificante. Todos sabemos que a dispersão e perseguição aos judeus durou séculos. Seria então mesmo mil duzentos e sessenta anos? Só poderia ser. Todavia, os judeus só vieram a se reunir como um estado quase mil e novecentos anos depois. Então, aqueles dias não foram abreviados como predito (Mateus, 24:22), mas foram estendidos.

Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito” (v. 23-25).

Profetas sempre surgiram. Cristos, coisa muito rara. Recentemente apareceu aquele que disse ser a reencarnação de Jesus Cristo.

“Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem” (v. 26, 27). 

Se o mundo fosse plano e quadrado como se cria naqueles dias, isso seria possível. Mas a realidade é que o que puder ser visto de um lado do globo não o pode ser do outro lado ao mesmo tempo.  Outro engano aí mostrado é que eles, em seu mundo restrito, pensavam que um relâmpago fosse visto no mundo inteiro.  Sabemos muito bem que não.

Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas” (Mateus, 24: 29-33).

O Sol deverá um dia esgotar sua energia e perder a sua luz; entretanto esse tempo se conta em milhões de anos. Agora, as estrelas caírem do céu é coisa para aquele tempo, em que se pensava que elas fossem aqueles minúsculas bolinhas brilhantes como vemos. Hoje se sabe que um pequena estrela tem milhares de vezes o tamanho da Terra, que torna impraticável tal acidente astronômico. Se o sol continua com seu brilho, as estrelas não têm como cair pela terra, poderíamos esperar o restante dos fatos anunciados?

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram” (v. 34). Quantas gerações já passaram? Não aconteceram todas essas coisas.  E ainda tem muita gente acreditando que essas coisas irão se cumprir.

Atualmente, vários grupos religiosos aguardam a grande tribulação. Mas, conforme esclarecido acima, ela está no passado e não pode repetir-se. Passou muito mais do que o tempo predito, os fenômenos astronômicos não se deram, como nem é possível. O curioso é que tanta gente ainda acha que tudo isso virá a acontecer.   A fé é cega e surda.   O fim simplesmente não aconteceu como predito.

Veja também o livro A ARRISCADA PRETENSÃO DE SABER O FUTURO