O QUE JESUS PENSAVA DAS ESTRELAS -- 12/09/2003
(Anticristo)

 

Depois de falar do cerco e destruição de Jerusalém e da dispersão dos judeus, como um “tempo de angústia tal qual nunca houve desde que existe não até aquele tempo, em haverá jamais” (Mateus, 24: 15, 16), Jesus teria dito, segundo escreveu o primeiro evangelista, que, “logo após a tribulação daqueles dias”, o Sol e a Lua deveriam escurecer-se, e as estrelas caírem do céus, como fatos precendentes do seu retorno à Terra (versículos 29-31). Isso seria possível? Para as pessoas daqueles dias, parecia.

Depois do relato de Mateus, um certo João disse ter antevisto uma queda de estrelas semelhante a “quando a figueira, abalada por vento forte, lança seus figos verdes” (Apocalipse, 6: 13).

Mas, para nós de hoje, que temos tantas informações astronômicas, como seria uma queda de estrelas?

O Sol é uma estrela de tamanho médio, tem um milhão e meio de vezes o tamanho da Terra. Nós estamos a cento e cinqüenta milhões de quilômetros dele, uma distância que nos proporciona uma temperatura agradável, adequada à nossa vida. Já o planeta Mercúrio, que está na metade do caminho entre a Terra e o Sol, tem um dia quente o suficiente para derreter os seres vivos no nosso planeta como uma panela incandescente faz com um pedacinho de carne bem macia.  Vejam AS TEMPERATURAS DOS PLANETAS.

Agora imaginemos o fenômeno previsto.

O fato “cair” só existe onde há gravidade, isto é, na superfície de um planeta, por exemplo. Assim, quando se diz que “as estrelas cairão do céu”, isso só pode significar mesmo o que viu João: precipitarem todas em cima da Terra. Se a menor das estrelas não pode ter menos de vinte e seis mil vezes o tamanho da Terra, é meio estranho imaginar toda essa massa espacial cair sobre um corpo tão pequeno.

Li em um lugar, não me lembro mais onde, que alguém do mundo científico teria dito que o termo grego “astera” significa “asteróide”, não estrela.

Não parece ser isso, mas vamos admitir que seja: os asteróides cairão do céu”. Se dissermos os asteróides, sem nenhuma adjetivação restritiva, estamos nos referindo a todos eles. Mas, ainda admitindo que seja apenas um pouquinho deles, o que aconteceria?

Há sessenta e cinco milhões de anos, um pequeno asteróide caiu na Terra e extinguiu grande parte dos seres vivos, entre eles os dinossauros. Agora imaginem uma porção de asteróides caindo sobre a Terra! Sem sombra de dúvida, não restaria nenhum ser vivo para presenciar o retorno de Jesus aqui.

Outros, vendo que essa explicação é insuficiente, afirmaram que isso não é literal, é simbólico; que estrelas significam outra coisa.

Se fosse apenas o relato de Apocalipse, até poderíamos admitir que fosse simbólico. Mas, em Mateus?

Após falar do cerco e destruição de Jerusalém e da dispersão dos judeus, como o inigualável tempo de angústia, Jesus teria dito que, após aquela tribulação, as estrelas cairiam do céu. A destruição de Jerusalém foi simbólica? Não; tão literal quanto está escrito; e não podia ser diferente, porque já era fato consumado quando foi escrito o Evangelho de Mateus. Se a destruição e a diáspora foram fatos reais, que base existe para pensar que a queda das estrelas não seria literal?

Outros, no desespero diante desses absurdos, chegam até a dizer que nem tudo que está escrito que Cristo disse é verdade. Aí, eu pergunto: Se não é verdade alguma coisa que um evangelista escreveu dizendo que Jesus dissera, como podemos acreditar que seja verdade outras coisas que o mesmo evangelista tenha dito?

O que não podemos negar, por estar tão explicado cientificamente, é que,
SE A MENOR DAS ESTRELAS SE APROXIMAR DE NÓS UNS CINQÜENTA MILHÕES DE QUILÔMETROS,
NÓS SEREMOS FRITOS E DERRETIDOS, COMO UM PEDAÇO DE TOUCINHO EM UMA PANELA.

MAS

O que Jesus e seus discípulos deviam pensar é que as estrelas fossem aquelas pequenas bolinhas brilhantes como parecem aos nossos olhos, que, ao caírem pela terra como figos de uma figueira balançada pelo vento forte, apenas dariam um tremendo susto nos ímpios terráqueos.