PREFEITO GAÚCHO ESPERA CATÁSTROFE

publicado em 02/04/2012 às 07h24:
Prefeito gaúcho pede para população
estocar alimentos para o fim do mundo
 

Décio Colla juntou teorias com dados geográficos para sustentar sua tese

Do R7, com Domingo Espetacular

O prefeito de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, começou a preparar a cidade para o fim do mundo. Com medo de terremotos e tsunamis, Décio Colla já pediu para a população estocar alimentos e se preparar para o pior. A cidade com 22 mil habitantes estranhou a orientação, mas Colla diz que ouviu a previsão de que um tsunami atingiria o Brasil de um vidente da região.

Além da previsão, o prefeito conta que, há alguns anos, estuda furações, tornados, tremores de terra e as profecias Maias, sobre o fim do mundo. Ele juntou tudo e começou a achar que algo trágico pode atingir a região a partir de abril deste ano. A teoria do prefeito ainda agrega dados geográficos.

Família religiosa que esperava o fim do mundo é encontrada em Ourinhos

No meio do oceano Atlântico existem duas placas tectônicas gigantescas: a sulamericana e a africana. Segundo Colla, o choque entre elas provocaria um forte terremoto e, em consequência, um tsunami que, em seis horas, atingiria o litoral do Rio Grande do Sul. Somente as cidades que vivem nas áreas mais altas sobreviveriam. São Francisco de Paula, que fica 900 m acima do nível do mar, estaria em segurança, mas ficaria isolada após a devastação.

Apesar da tese elaborada do prefeito, o geólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Elírio Toldo Júnior diz que tese do prefeito já foi por água abaixo.

- Vamos raciocinar em termos de milhões de anos. Nós não temos nenhum registro de que isso tenha acontecido.

Mas Colla está tão certo da catástrofe que se cadastrou em um site que avisa pelo celular, quando acontece um terremoto em alguma parte do mundo. O prefeito até sugeriu que as pessoas estocassem alimentos.

Um homem que não quer se identificar já armazenou quase 200 kg de arroz e feijão. Ele calcula que essa quantidade de alimentos dá pra alimentar a família por seis meses. O morador contou que não quer mostrar o rosto porque teme que, se acontecer alguma tragédia, as pessoas que não se prepararam podem procurá-lo para pedir comida.

- Se acontecer o que a gente tá prevendo, tá calculando que irá acontecer, nós vamos ficar um bom tempo sem água potável, sem alimentos.

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